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ANÁLISE DA CANTIGA RONDA - PAULO VANZOLINI

De noite eu rondo a cidade
A te procurar sem encontrar
No meio de olhares espio em todos os bares
Você não está
Volto pra casa abatida
Desencantada da vida
O sonho alegria me dá
Nele você está
Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, esta busca é inútil
Eu não desistia
Porém, com perfeita paciência

Volto a te buscar

Hei de encontrar

Bebendo com outras mulheres

Rolando um dadinho
Jogando bilhar
E neste dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida são joão.




 A Cantiga “Ronda” é uma cantiga de amigo, por ser tratar do eu lirico feminino declarando seu amor ao seu amante amado...



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Conto Pai contra Mãe - análise

O conto Pai conta Mãe de Machado de Assis, foi publicado no livro Relíquias de Casa Velha em 1906 no Rio de Janeiro.


Enredo


O conto Pai contra mãe de Machado de Assis, consiste na abordagem sobre o tema “escravidão”. 
A partir da narração sobre a vida de Cândido Neves, é feita uma abordagem sobre os problemas enfrentados por um homem branco, livre e pobre, que tenta trabalhar em diversas funções, mas tem êxito penas no ofício de capturador de escravos fugidos.
Mesmo tendo uma vida miserável, se casa com Clara, que também é pobre.
 Eles têm um filho. 
Cândido, induzido por Mônica, tia de Clara, fica incumbido de levar seu primogênito para um orfanato. 
Porém, cruza em seu caminho uma escrava fugitiva, que é capturada por ele. Cândido recebe a recompensa, e em posse de cem mil réis, regressa alegremente para sua casa com o filho em seus braços.
Em consequência disso, a escrava sofrerá por ter abortado seu filho.


 Quanto à classificação do Narrador do conto Pai contra Mãe


- O narrador manifesta cautelosamente sua opinião sobre os fatos. Descreve e argumenta sobre o tema da escravidão e da miséria, que assolava as classes menos favorecidas econômica e socialmente, de maneira irônica e sutil.
Nos parágrafos iniciais, utiliza ironias quando apresenta de forma “natural” o quanto os afrodescendentes sofreram durante a escravidão, porém, o que se pode inferir é que o narrador estava fazendo uma crítica à sociedade da época, principalmente, aos escravocratas.
 Apenas no 5º parágrafo, o narrador principia de fato, a narração do conto que é narrado em 3ª pessoa. 
        

 Quanto aos personagens


O narrador faz uso de ironias nas escolhas dos nomes dos personagens, veja:

- Cândido Neves, significa: “ingênuo”, “puro”, “inocente”.
 Porém, esse personagem apresentava dois comportamentos distintos quando estava na presença de alguém “superior” a ele, ou diante de seus familiares, na maioria das vezes, agia mansamente, manifestava-se como alguém respeitoso, e diante dos escravos deixava aflorar seu lado rude, brutal, desumano,

- 
Clara “... era órfã, morava com a tia, Mônica, e cosia com ela”, para poder se sustentar.
 Antes de conhecer Cândido, num baile, tivera namorados que não suscitaram nela o amor, mas quando avistou Neves ficou encantada, apaixonada, e após onze meses se casaram. 
Clara, em latim significa “luzente”, “brilhante”, “ilustre”, e está ligado ainda à “distinção”, mas no conto, essa personagem é apagada, sem atitude, incapaz até de lutar para permanecer cuidando de seu filho.
- Mônica mora com o casal e faz questão de aconselhá-los a se prevenir para não terem filhos, pois tem ciência da precária vida que eles enfrentam e acredita que o filho do casal morreria de fome.  
  O significado de seu nome contradiz com sua personalidade, pois de acordo com o Dicionário eletrônico de Nomes Próprios, Mônica “tem origem no nome grego Mónikos derivado da palavra mónos, que quer dizer ‘um’, significa só, solitária, viúva”.
- Arminda, uma escrava que fugiu de seu “dono”, e que está grávida. É reconhecida e capturada por Cândido. 
- O farmacêutico que apresenta-se apenas para dar informação referente a escrava Arminda e para prestar uma favor a Cândido Neves. E o “senhor de escravo”, dono de Arminda, que somente aparece no final do conto e manifesta certo desespero ao ver a escrava abortando seu filho.


Em relação ao tempo e espaço do conto Pai contra Mãe


  - O Tempo da narrativa é cronológico, percebemos assim que a trama desenvolve-se de modo linear sem cortes ou interrupções que remeta a algum tipo de evasão. 
  
- O Espaço onde a história se desenvolve é físico, por nele ocorrer todas as ações sequenciadas na trama. O primeiro espaço citado é a casa alugada. Além disso,  a narrativa aponta para outro espaço em que ocorrem alguns acontecimentos, este espaço são aposentos de uma casa que foi emprestada para Tia Mônica.

Pai contra Mãe: Nó, Clímax e Desfecho 


- O Nó ocorre no momento em que Cândido se depara com a situação mais angustiante de sua vida, que é a de decidir se entregará seu filho ou não a roda dos enjeitados. 

- O clímax fica evidente, no momento em que Cândido Neves tem que cumprir a triste e angustiante caminhada em direção a Roda dos Enjeitados para entregar seu unigênito. No caminho ele encontra a fugitiva escrava Arminda e ao vê-la, o triste pai, se depara com a única esperança de continuar com o filho em seus braços. Nesse momento Cândido, com o ardor da única esperança em seu coração, inicia com grande gana e intrepidez uma caçada implacável a escrava.

- O desfecho se dá quando Candinho ganha a luta contra a escrava e a entrega ao seu dono, consegue o dinheiro e volta para casa com seu filho, a tia perdoa a volta do menino, já que Candinho trazia consigo o dinheiro do resgate.

REFERÊNCIAS:
ASSIS, Machado de. Pai Contra Mãe; In Relíquias da Velha Casa. Rio de Janeiro: Ed. Garnier, 1990.



RESUMO DO TEXTO: “A SOCIEDADE EM REDE” DE MANUEL CASTELLS

O texto de Manuel Castells "A sociedade em rede" tem como enfoque, abordar sobre fatores históricos da sociedade mundial em diferentes áreas.
 Os pontos abordados no texto trazem reflexões de fatores que contribuem para a transformação e o desenvolvimento das formas de pensar, produzir e utilizar tecnologias da informação.
Segundo Manuel Castells esses fatores refletem diretamente na economia, na política e geopolítica, assim como, na ideologia do sistema capitalista e nas relações entre estado e sociedade.
 “A sociedade em rede” mostra a importância da concepção do capitalismo que se inspirou na necessidade de globalizar a partir das redes de informação, alcançando assim, dois lados da mesma moeda.
Por um lado, tal revolução informacional contribuiu para uma interação mundial em tempo real, por outro, modificou o sujeito, aumentando a individualidade e propagando com mais intensidade as tendências capitalistas, que acentuaram, ainda mais, a desigualdade e a busca de identidade, que muitas vezes gera relutância em assimilar as particularidades do outro.
        Manuel Castells traz ainda, o resultado que a rede provocou na história do homem e como ela continua a se modificar para enquadrar-se na vida, de forma tão imensurável, que até mesmo as organizações criminosas encontraram na rede um meio de interação, expansão e integração mundial, além de ofertas e trocas ilícitas, principalmente, pela linguagem digital fácil, rápida e universal de tal meio.
 Em decorrência de toda esta desestruturação e reorganização social causada, sobretudo, pela insegurança das mudanças, o homem voltou-se pela busca quase persistente por uma identidade, por uma cultura que a cada dia, torna os indivíduos mais “particulares” buscando ter significado, o que gerou a valorização, principalmente, das primeiras identidades da sociedade, como as religiosas, nacionais, étnicas e territoriais.
         Castells finaliza dizendo, que a identidade dar-se-á, principalmente, por uma construção cultural enraizada ou selecionada dentre tantas outras, que especificam o indivíduo ou grupo social, sem ter a necessidade de exclusão destes sujeitos pelas suas particularidades.
Seguindo paralelamente a essa concepção, a rede segue universalizando indivíduos, grupos sociais, integrando o mundo de modo instrumental e influenciando o modo de viver do ser humano.
O Manuel Castells acredita que é possível transitar entre a identidade, seja ela individual ou não, e a vasta área de dados informacionais que nos é disponível, sem gerar conflitos, fazendo uso da tecnologia como um mecanismo de investigação e instrumento e não de busca de verdades absolutas.


REFERÊNCIAS
A sociedade em rede/ Manuel Castells; tradução: Roneide Venâncio Majer; atualização para 6ª edição: Jussara Simões – ( A era da informação: economia,sociedade e cultura; v.1) São Paulo: Paz e Terra,1999.


ANÁLISE DO CONTO “AS CARIDADES ODIOSAS” DE CLARICE LISPECTOR


 O conto “As caridades odiosas” faz parte do livro A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector, publicado no período de 1967 a 1973 no Jornal do Brasil onde a autora reuniu várias outras crônicas de sua autoria.


Como o próprio título sugere, o conto As caridades odiosas tem o intuito de fazer uma crítica à sociedade e dos problemas relacionados às crianças de rua.
 A narradora mostra, por meio do personagem de um menino abandonado, os problemas que remetem acontecimentos recorrentes na época.
  A crônica retrata esse problema, através da experiência vivida pela narradora-personagem e como a sociedade reage quando se depara com essa realidade.
ENREDO DE CARIDADES ODIOSAS
A narrativa se dá em uma tarde. 
A personagem caminha apressada por uma rua e sente-se detida por uma mão, que a segura pelo vestido, pedindo que lhe compre um doce.
Ela percebe que a mão que a segurara é de um menino, de aparência suja e pele negra que se encontra em pé em frente a uma grande confeitaria.
 Trata-se de um menino que pede porque está com fome, ela não se nega a ajudá-lo.
Compra doce para a criança, e ao mesmo tempo em que o está ajudando, sente-se envergonhada por estar ao lado de um menino sujo de rua.
 O menino que provoca um misto de piedade, vergonha e revolta na personagem, também a faz refletir sobre os problemas sociais que a maioria das pessoas não consegue e não querem enxergar.
 Logo após deparar-se com a realidade das ruas, a personagem sente um peso na consciência por fazer parte de um grupo social que não se importa com o bem-estar do próximo ou que fingem não enxergar os problemas precários daquele momento.  Após sentir-se odiada por si mesma e, ao mesmo tempo, caridosa, o ato leva a personagem a refletir sobre problemas vivenciados a partir de então.
TEMPO DA NARRATIVA
O tempo histórico de “As caridades odiosas” se passa no período da ditadura, onde o número de crianças abandonadas cresce sendo retratado em textos críticos e literários,  para tentar descrever os problemas sociais da realidade na época.
Os problemas sociais da época são retratados para denunciar a forma como eram vistos e ignorados pela sociedade.
O tempo que predomina no conto é o tempo cronológico.
A história é construída com começo, meio e fim e organizado linearmente. Mantém as relações de causa e consequência nas ações dos acontecimentos.
 Além disso, a narradora faz menção ao período do dia em que ocorre o desenvolvimento da história: “Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade?”. Nesta passagem, pode-se observar que o tempo é determinado por horas já que o dia praticamente já estava no fim.
ESPAÇO
 O espaço principal para o desenvolvimento da história é a rua e a grande confeitaria.
PERSONAGENS
 - A narradora - personagem. Que não faz menções sobre suas próprias características físicas. 
 - A caixeirinha. Que remete a ideia de descaso com o próximo, sendo um personagem-tipo.
- O menino. Que pode ser classificado, igualmente, como um personagem -tipo também, o qual ela refere-se apenas como “um menino a que a  sujeira  e  o  sangue  interno  davam  um  tom quente de pele”,  pode representar o abandono, a falta de oportunidades para crianças abandonadas, que viviam a mercê dos perigos da rua,  da violência e da pobreza, fazendo assim, um retrato da realidade da época. 
NARRADOR
  Autodiegético. A narradora de “As caridades odiosas” narra a história em 1ª pessoa e a ação da diegese,  gira em torno de si própria, ou seja, ela narra as suas próprias experiências como personagem central.
O CONFLITO DRAMÁTICO
 Caridade x Odiosidade
O NÓ
Na crônica de Clarice Lispector, o nó ocorre no começo da narrativa, quando a narradora-personagem sente-se segurada.
 Nesse momento, ela se dá conta que existem problemas maiores que os seus e que se as pessoas se importassem mais com o outro, o menino poderia não estar ali pedindo um doce com fome, e o pior, que ninguém queria dar a ele.
 Seu fluxo de pensamento é interrompido, e ela passa a lidar com a problemática da criança de rua com fome, e os sentimentos que a situação lhe provocara. 
O CLÍMAX
O clímax ocorre no momento em que o menino foge e a narradora-personagem sente um misto de sentimentos que a relação com o menino a fizera sentir.
O misto de sentimentos que o menino causou na personagem, a faz refletir sobre a individualidade e o egoísmo existente no ser humano.
O DESFECHO DE AS CARIDADES ODIOSAS
O desfecho ocorre quando a personagem percebe o quanto seus problemas tornam-se pequenos diante dos problemas do garoto.
 O menino proporcionou a personagem um momento de reflexão, acerca dos valores humanos. A forma como cada um se importa com o sofrimento do outro.
 Há aqui uma própria crítica da caridade.
  As pessoas vivem alheadas em relação aos outros, e de certa forma, usam a pobreza delas para fazer algo “bom” apenas para se sentirem melhor.
Um tipo de ação que disfarça a crueldade do sistema e a exploração que lhe é intrínseca.
Uma das reflexões da personagem põe em destaque também, a ideia de exibicionismo relacionado à caridade. A caridade como um procedimento que confere status social.

PARTES DE LA OBRA "ARAUCANA"- LA GUERRA ENTRE ESPAÑOLES Y MAPUCHES DE ALONSO ERCILLA

CANTO I

[...] Los españoles hechos hazañosos
el error confirmaban de inmortales,
afirmando los más supersticiosos
por los presentes los futuros males;
y así tibios, suspensos y dudosos,
viendo de su opresión claras señales,
debajo de hermandad y fe jurada,
dio Arauco la obediencia jamás dada.

Dejando allí el seguro suficiente
adelante los nuestros caminaron;
pero todas las tierras llanamente,
viendo Arauco sujeta, se entregaron;
y reduciendo a su opinión gran gente,
siete ciudades prósperas fundaron:
Coquimbo, Penco, Angol y Santiago,
la Imperial, Villa- Rica y la del Lago.

El felice suceso, la vitoria,
la fama y posesiones que adquirían
los trujo a tal soberbia y vanagloria,
que en mil leguas diez hombres no cabían,
sin pasarles jamás por la memoria
que en siete pies de tierra al fin habían
de venir a caber sus hinchazones,
su gloria vana y vanas pretensiones.

Crecían los intereses y malicia
a costa del sudor y daño ajeno,
y la hambrienta y mísera codicia,
con libertad paciendo, iba sin freno:
la ley, derecho, el fuero y la justicia
era lo que Valdivia había por bueno,
remiso en graves culpas y piadoso,
y en los casos livianos riguroso.

Así el ingrato pueblo castellano
en mal y estimación iba creciendo,
y siguiendo el soberbio intento vano,
tras su fortuna próspera corriendo;
pero el Padre del cielo soberano
atajó este camino, permitiendo
que aquel a quien, él mismo puso el yugo,
fuese el cuchillo y áspero verdugo.

El Estado araucano, acostumbrado
a dar leyes, mandar, y ser temido,
viéndose de su trono derribado
y de mortales hombres oprimido,
de adquirir libertad determinado,
reprobando el subsidio padecido,
acude al ejercicio de la espada,
ya por la paz ociosa desusada.

Dieron señal primero y nuevo tiento
( por ver con qué rigor se tomaría),
en dos soldados nuestros, que a tormento
mataron sin razón y causa un día;
disimulóse aquel atrevimiento,
y con esto crecióles la osadía;
no aguardando a más tiempo, abiertamente
comienzan a llamar y juntar gente. [...]

SOBRE LA CARACTERIZACIÓN DEL HOMBRE AMERICANO: DESHUMANIZACIÓN/ MITIFICACIÓN ( ESPAÑOL)


  
La imagen del hombre americano durante la colonización de américa, muestra las distintas miradas en torno de la imagen de los indígenas, es decir los pueblos que ya habitaban este continente, comenzando por la mirada de Colón uno de los precursores de este proceso de caracterización de América. 

La descripción de Colón acerca del nuevo mundo, tratase de observaciones croas y superficiales, que analizan los indígenas como seres que no podrían pertenecer a ninguna sociedad, ya que según colón no poseían aspectos como: la cultura, valores, costumbres de una sociedad occidental.  Es decir que, en la concepción visual del almirante Colón, los habitantes de América eran en su visión seres inferiores intelectualmente y biológicamente diferentes que no servirían para ser utilizados durante el proceso exploración de la tierra, solamente como objeto comercial o como “animales”.  


Todavía en los conceptos de Hernán Cortés acerca de América iban contra las observadas por Colón. Tras observar la civilización alcanzada por los aztecas concluyó que se tornaba imposible caracterizar los indígenas de la forma tan grotesca como en el discurso colombino y describe los habitantes de América de una forma un poco más positiva. Ya que no cuestiona la humanidad del hombre americano, caracterizando los indígenas como buen siervo, es decir redefine la caracterización hecha por Colón de cosa o pieza tornando los indígenas humanos, pero esta humanización no está en el mismo grado que de los europeos, la superioridad de los mismos aun es evidente en el discurso de Cortés.  Además de esto también consideraba los aztecas inocentes y que deberían tener un protector, ya que no sabían defenderse. Este les enseñaría a desarrollar su educación y obediencia, a partir de esto se tornaría fácil la dominación y posiblemente el avanzo de la conquista de esta tierra. 


Bernal Díaz, por su vez, caracteriza el aborigen, a partir de aspectos de monstruosidad se fijando en los comportamientos considerados  contra a naturaleza humana, como por ejemplo la sodomía y el canibalismo, teniendo obsesión por los rituales como el canibalismo, lo cual describe en su narrativa historia verdadera estos complejos rituales de una forma fantasiosa, atribuyendo a los indígenas características irracionales, que causan extrañamiento despertando el miedo y tornándolos por veces seres mitificados.


Sin embargo, Bartolomé de las casas redefine las caracterizaciones hechas hasta entonces se oponiendo por partes, a la mitificación de los indígenas, al reduccionismo del pueblo americano a categoría de objeto, a la identificación con los monstros y a la privación de la libertad, centralizó la idea que los indígenas eran buenos individuos, hasta mismo más superiores en algunos aspectos que los occidentales y que solamente necesitaban aprender los enseñamientos del Cristianismo. Alvar Núñez, por su parte siguió la misma dirección que Las Casas, pero siendo un poco más objetivo puesto que conocía más a fondo los costumbres de los indígenas, debido a la larga convivencia con ellos. Afirma que los indígenas tenían aún comportamientos primitivos, pero así como Las Casas la humanidad de los mismos era evidente, esta constatación se apoyaba principalmente en la civilización y en los valores que los hombres americanos tenían. Los discursos hechos por los dos fueron importantísimos en el surgimiento de nuevas leyes. Sin embargo no lo suficiente para cancelar el estereotipo creado por Colón, que mismo tras la creación de estas nuevas leyes no cambió de forma sustancial la situación de los indígenas ya que continuaban siendo esclavizados y bestia de carga. 


Es en esto contexto ideológico que surge la caracterización creada por Alonso Ercilla en su epopeya “La araucana” que desarrolla una visión extremamente exaltada de la caracterización del hombre americano, que luego hizo surgir varias críticas, principalmente porque el autor engrandecía la cultura y los valores de un pueblo indígena. Ercilla destaca en su poema la superioridad biológica de estos hombres, poniendo en evidencia la relación hombre y el ambiente que habita. Además de esto describe los indígenas como fuertes guerreros y grandiosos.  Es decir, en seres mitificados superiores a los pueblos de Europa. 


Tanto las araucanas como los araucanos son ensalzados e idealizados pero con una distinción, puesto que en los hombres la mitificación e idealización es hecha se apoyando en cualidades reales de los mismos como la violencia y el valor que ellos tenían, esto ocurre también en la presentación de las figura colectiva de las mujeres que son presentadas con los mismos valores masculinos, con virtudes guerrera, luego naturales aproximándose mucho de la realidad. Sin embargo los personajes femeninos cuando tratados individualmente se organizan a través del modelo tradicional de la literatura occidental centrado en virtudes como castidad, la honra y teniendo como eje central el amor.  Justamente en este momento que Ercilla se aparta de la intención documental de su poema, poniendo en algunos personajes femeninos cualidades que no eran reales en el pueblo araucano.
 

MEMORIAS DE MIS PUTAS TRISTES- RESUMÉN (ESPAÑOL)



        Ilustração: Blog Diario Sur-Espanha


En la obra de Gabriel García Márquez, narra la historia de un  viejo periodista que en sus cumpleaños de 90 años decide regalarse con una noche loca de placer con una niña de 14 anos virgen. Entonces, recurre a su antigua conocida, Rosa Cabarcas, dueña de un prostíbulo que había frecuentado a muchos años.

Algunos días después Rosa Cabarcas consigue  encontrar una muchacha, y en lo encuentro cómo la niña estaba nerviosa  Rosa había dado un bebedizo de bromuro con valeriana y ella durmió. En aquel momento, el anciano la encuentra dormida e se dedica a contémplala, “Aquella noche descubrí el placer inverosímil de contemplar el cuerpo de una mujer dormida si los apremios  del deseo o los estrobos del pudor”.    

La obra trae también la temática acerca la vejez, muchas veces de forma irónica narrada por el personaje principal, que resalta sus experiencias a partir de la edad que considerarse viejo, es que “percibe” que tenía  varios amores, pero por miedo has preferido la solidad. Pero cuando recuerda las mismas, proba la emoción que el pasado y solo la pierda de los años dorados poseen, como se en la vida todo puedes hacer  solamente en la juventud. Todavía, en el momento que el anciano se enamora de la joven mujer vuelve entonces su juventud, como se el amor fuera una fuente con varios sentimientos mezclados que devuelve  su voluntad de vivir.

El cuento también trata el paradojo que existe en el amor, tal vez sea la temática más enfática. Justamente por este sentimiento  identificamos el cambio del personaje principal, que en el inicio se muestra un hombre , maduro, sien expectativas y solitario. A partir del momento que él conoce la joven Delgadina (nombre ficticio), encuentra los años perdidos, y todo al su alrededor se modifica, lo que provoca en el lector la idea de vitalidad que se idealiza en el amor.

ENREDO DO CONTO NOITE NA TAVERNA CAPÍTULO V - “CLAUDIUS HERMANN”

 “Claudius Hermann” é um conto de Álvares de Azevedo que integra o livro Noite na Taverna, uma das obras mais completas do escritor. Se trata de um conto / novela que nos traz revelações surpreendentes por ser tratar da Literatura fantástica que é uma característica marcante do autor em suas obras.

ENREDO

  O texto narra a historia de um homem rico que era viciado em jogos, corridas de cavalos ,orgias, mulheres,  possuía tudo que queria, não tinha pudores e nem importava-se com a desonra ou adultério. Um homem prepotente que não media esforços para conseguir o que queria. Viajava bastante , tinhas muitas mulheres, porém nenhuma havia tocado seu coração. Um dia o moço estava apreciando uma corrida de cavalos quando avista uma bela mulher passeando em seu alazão. Claudius se apaixona à primeira vista pela dama e então passa a persegui-la. No decorrer da narrativa, Hermann, no ápice da sua loucura consegue subornar um empregado do palácio e  finalmente se infiltrar nos aposentos da Duquesa Eleonora passando a dopá-la todas as noites e mantendo relações sexuais com ela. Assim, passa-se um mês, tudo corria conforme planejado e ele seguia mais apaixonado pela Duquesa. Em uma noite quando estava esperando Eleonora retornar de um baile, teve uma surpresa, ela estava com seu marido, o Duque Maffio. Claudius Hermann presencia uma cena de amor entre ambos , fica com ciúmes de ver sua amada nos braços de seu marido e resolver raptá-la.  Ao raptá-la a leva para um hotel. Eleonora acorda atordoada sem saber onde estava.  A mulher se desespera ao saber que traiu seu marido sem saber. Hemann então passa a ameaçar Eleonor para que fique com ele. Preocupada com sua reputação perante a sociedade, a mulher resolve então fugir com o rapaz. Ao sair para resolver alguns problemas Claudius Hemann deixa Eleonora sozinha no quarto, quando retorna vê sua amada estirada no chão com um corpo por cima de seu cadáver, era  Duque maffio que matara sua esposa e logo em seguida suicida-se.